Conforme, Margarida Barreto, médica do trabalho, o assédio moral é “todo o comportamento abusivo (gesto, palavra e atitude) que ameaça, por sua repetição, a integridade física ou psíquica de uma pessoa”.
Vender, vender mais, atingir metas, vender seguro, garantia e consórcio, atacar a concorrência. Esses são alguns dos objetivos que as empresas que trabalham com vendas mais focam atualmente. Algumas lojas chegam a obrigar os trabalhadores a usar vestimentas, adereços, e outros artigos relacionados a épocas festivas, causando constrangimentos e expondo os trabalhadores ao ridículo e a humilhação, diante dos colegas, de clientes e da sociedade em geral. Estes são elementos básicos para a definição do quadro de assédio moral no mundo do trabalho no comércio.
No caso das creches, o debate será sobre a falta de local para deixar os filhos e ir trabalhar. A cidade de Montenegro está crescendo muito em número de empregos, mas a estrutura social para possibilitar que a mulher trabalhadora exerça suas funções, muitas vezes esbarra na falta de creches públicas, gratuitas e de qualidade.
As trabalhadoras do comércio têm um agravante, que é o horário mais estendido e o trabalho aos domingos e feriados, horários em que as creches não funcionam. O Sindicomerciários defende a creche como direito da criança e dever do Estado.